Comunicação de notícias difíceis: percepção de médicos que atuam em oncologia

Alexandre Ernesto Silva, Paulo Alves Sousa, Renato Ferreira Ribeiro

Resumo


Objetivo: conhecer a prática de médicos que atuam em oncologia na comunicação de notícias difíceis, identificando estratégias e
dificuldades em realizá-la. Método: qualitativo descritivo, realizada com quinze médicos que atuam em oncologia. Os dados foram
coletados por meio de entrevista com roteiro semiestruturado elaborado pelos autores. Resultados: notou-se que,
paradoxalmente ao contexto da humanização na atenção à saúde, o processo de ensino e aprendizagem tem desprezado pilares da
atenção humanizada. Notou-se a insipiência do conhecimento sobre comunicação de notícias difíceis juntamente com a carência
de disciplinas que abordam o tema durante a graduação médica. Conclusão: para o enfrentamento de situações adversas como a
comunicação de notícias difíceis não existe uma capacitação apta a resolver totalmente os sentimentos negativos envolvidos nesse
processo. Reafirma-se a necessidade da implantação de estratégias educacionais que caminhem em direção a uma formação
médica sincronizada com o processo de humanização da assistência à saúde e com os fatores psicossociais que envolvem o tema da
morte

Palavras-chave


Comunicação; Relações médico-paciente; Educação Médica; Ética.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19175/recom.v8i0.2482

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175