Pressão positiva na ventilação mecânica invasiva e implicações renais em pacientes críticos

Natália Vieira Araújo Cunha, Breno de Sousa Santana, Tayse Tâmara da Paixão Duarte, Wellington Luiz de Lima, Layse Farias Nava, Marcia Cristina da Silva Magro

Resumo


Objetivo: Verificar se há influência da ventilação mecânica com pressão positiva, ao final da expiração, na função renal de pacientes internados em unidade de terapia intensiva. Método: Estudo prospectivo e quantitativo realizado, em unidade de terapia intensiva, especializada em trauma ortopédico e medular. A amostra foi não probabilística, composta por 31 pacientes em ventilação mecânica invasiva que desenvolveram lesão renal aguda na internação. Os pacientes foram alocados em grupos, conforme valor da pressão positiva, ao final da expiração, e os dados coletados por questionário estruturado. Para a análise das variáveis, realizaram-se testes não paramétricos. Resultados com p ≤ 0,05 foram considerados significativos. Resultados: A idade média foi 46,94±24,2 anos com predominância do sexo masculino (61,3%). A disfunção renal (70,97%), no estágio 1(risco) (35,5%), predominou. Pacientes com maior pressão positiva, ao final da expiração, evoluíram com disfunção renal (p=0,04). Além disso, para aqueles com pressão positiva, ao final da expiração≥ 10cmH2O, a idade (p=0,05) e a disfunção renal (p=0,04) mostraram-se associados significativamente. Conclusão: Pacientes críticos em ventilação mecânica invasiva com pressão positiva, ao final da expiração mais elevada, mostraram reunir maior predisposição para a lesão renal aguda.

Palavras-chave


Lesão Renal Aguda; Respiração Artificial; Unidades de Terapia Intensiva.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19175/recom.v9i0.3505

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175