Fatores perinatais associados ao desconforto respiratório do recém-nascido

Fabiane Blanco Silva Bernardino, Danielly Silva Rodrigues, Millena Mikaella Sousa Santos, Mariana Camargo Tanaka, Bruna Hinnah Borges Martins de Freitas, Maria Aparecida Munhoz Gaíva

Resumo


Objetivo: Analisar a prevalência e fatores perinatais associados ao desconforto respiratório em neonatos internados em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal em Cuiabá, Mato Grosso. Método: Estudo transversal, analítico, retrospectivo, com coleta dos dados entre os meses de outubro e dezembro de 2019, em 844 prontuários de recém-nascidos internados entre 2014 e 2018. Utilizou-se a Regressão de Poisson, considerando significância de 0,05 (p<0,05). Resultados: do total de neonatos, 49,05% foram diagnosticados com desconforto respiratório. A prevalência da doença foi 60% maior entre os pré-termos, 36% maior entre os que apresentaram histórico de uso materno de esteroide antenatal e 25% maior entre os de baixo peso ao nascer. Observou-se, ainda, que a prevalência do uso de capacete de oxigênio, pressão positiva contínua nas vias aéreas e dieta parenteral foi 91%, 89% e 18% maior entre os neonatos com a doença. No entanto, o uso de fórmulas e leite materno em neonatos com desconforto respiratório foi 85% e 62% menor do que os neonatos que não apresentavam tal condição. Conclusão: Indica-se maior atenção da equipe de saúde e gestores, uma vez que o conhecimento desses fatores poderá auxiliá-los no planejamento de ações para consolidação da rede de atenção perinatal, com reestruturação e qualificação dos processos assistenciais no pré-natal, parto e nascimento.

Palavras-chave


Unidade de Terapia Intensiva Neonatal; Assistência Perinatal; Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-nascido; Morbidade; Enfermagem.

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DOI: https://doi.org/10.19175/recom.v10i0.3960

ISSN: 2236-6091

DOI:10.19175